Retirando as teias de aranha

Como a maioria sabe, eu tenho mais um blog, onde posto poesias, desenhos, e o que me vier a cabeça. E como tenho estudado demais, principalmente por conta do TCC, os posts daqui foram exportados para esse blog, onde agora tem o que já tinha por lá, mais o que tem por aqui.

Música, Cinema, Artes, Poesia, Literatura, Fotografia, Et Ceteras foram reunidas aqui:


Vejo vocês lá.

As Capas de Discos

Se tem uma coisa na qual eu presto atenção, são as capas de CDs e de discos de vinil. Pensando nisso, resolvi fazer um post sobre isso, falando das capas já foram premiadas, das que poderiam, das mais polêmicas ou das piores... E percebi que seria um assunto bem grande, já que, na maioria das vezes, a capa do disco têm referências às ideias usadas para compor as canções do mesmo. E disso, aparecem as de cunho psicodélico, político, poético, nostálgico, futurista e mais uma série de subclasses, subgêneros ou sub o que você que preferir, que variam com os estilos musicais...
Achei estranho falar sobre o And Justice For All, do Metallica, do Gulag Orkestar, do Beirut e do Dark Side Of The Moon, do Pink Floyd num mesmo lugar. São bandas com temáticas totalmente diferentes entre si.
Então, resolvi criar uma sessão só para elas nesse blog. Os posts serão feitos de forma aleatória e, se der certo, vou falar de acordo com enquetes que farei e com as que foram mais comentadas e premiadas. Além das minhas favoritas, claro.

Aí vai uma amostra das que com certeza estarão por aqui:



Em breve, a primeira capa comentada aqui :)

A Bienal do Livro, Jostein Gaarder e o Castelo nos Pirineus

Como sabem, do dia 12 ao 22 de 2010 realizou-se em São Paulo a 21ª Bienal Internacional do Livro. O evento contou com centenas de expositores, dentre eles o Sebo do Messias, a Saraiva, a Abril, a Solisluna, além dos stands que faziam parte da programação cultural, o Espaço Submarino, com novidades técnológicas muito bacanas, a Biblioteca do Bebê, para incentivar as crianças a ler desde pequenas, Exposição Monteiro Lobato, com toda a vida e obra do autor, Cozinhando com Palavras, que reuniu muitos chefes importantes da gastronomia brasileira,  Palco Literário, com apresentações musicais e teatrais apresentadas por atores renomados, Território Livre, com palestras e debates com jornalistas, humoristas, escitores, o Salão de Ideias, também com escritoes, que este ano foi tematizado com Clarice Lispector, dentre outros espaços tão interessantes quanto.

Mas falemos do Salão de Ideias. Dentre os muitos nomes que estiveram lá, espaço contou com Ziraldo, Maurício de Sousa e Rubem Alves, o cineasta José Mojica Marins, o autor de O Império Contra-Ataca, Conn Iggulden, Menino do Pijama Listrado, John Boyne e, o que me levou até lá, do Mundo de Sofia, Jostein Gaarder.

Autor de muitos livros famosos como o Dia do Curinga, A Garota das Laranjas e Através do Espelho, o norueguês veio ao Brasil para falar sobre seu último livro, o Castelo nos Pirineus. E eu claro, comprei. E levei para autografar. Yessss.

Caham, continuando, depois de uma fila enorme para pegar uma senha uma hora antes (pois no espaço só podiam entrar 150 pessoas) e mais uma fila para entrar, entrou no salão um senhor muito simpático com um inglês cheio de sotaque. Eu pude sentar bem perto dele. Durante o bate-papo com a plateia, uma pergunta me intrigou (era a que eu pretendia fazer), sobre se ele acredita em Deus. E a resposta dele foi aquilo que eu esperava. "Tenho meu próprio credo. Penso que o mundo e o universo não são uma coincidência. Há uma intenção. Não creio em uma revelação. Para mim o próprio mundo é a revelação." respondeu ele.

Dentro desse assunto, ele falou então do seu novo livro, o qual se trata de uma conversa entre um casal de ex namorados, onde ele é totalmente cético e ela, crente, mística e tals. O livro entrou para os meus favoritos, sem questão de dúvida. Não posso explicar como fiquei ao ler a última página. Simplesmente eu recomendo. Até comprei para dois amigos, só que está demorando a chegar. Para que saibam melhor do que se trata...


Sinopse

Por cinco anos intensos na década de 1970, Steinn e Solrunn foram felizes. Então tomaram rumos 
diversos, por razões desconhecidas a ambos. No verão de 2007, depois de trinta anos distantes, eles se encontram por acaso no terraço de um velho hotel de madeira às margens de um fiorde no oeste da Noruega, um lugar intimamente relacionado à separação no passado. Mas terá sido esse encontro, em lugar tão significativo, um mero acaso?
Buscando respostas a essa pergunta, e para entender como um relacionamento que prometia ser duradouro pôde acabar subitamente, o ex-casal começa uma frenética troca de e-mails - a matéria e a forma deste novo romance filosófico de Jostein Gaarder, que desta vez conta uma história de amor para discutir o embate entre o racionalismo e a espiritualidade. Na linguagem dessas missivas apressadas que inundam nossa vida cotidiana, os dois esboçam visões de mundo antagônicas e explicações contraditórias para o fim do romance. De um lado, o climatologista Steinn apenas crê no que pode ser provado pela ciência e pela razão. De outro, Solrunn, uma mulher religiosa, acredita na transcendência, em um espírito além do corpo e de nossa existência terrena. Disso resulta que as experiências compartilhadas pelos dois no hotel no litoral (a de trinta antes e a do verão corrente) serão entendidas de modo muito distinto por cada um. Apesar de se respeitarem, eles não podem concordar com a concepção do outro - até que suas certezas sejam postas à prova.
 

Por Companhia das Letras

Na entrevista que deu à Radio Boa Nova, Gaarder responde:

Terminada a leitura de O Castelo nos Pirineus, é possível concluir que você acredita em histórias de amor?

Sim, com certeza, o amor caminha paralelo ao ocultismo no romance. Mas devo acrescentar que não acredito em histórias amorosas que brotam espontaneamente: é como uma amizade, que se constrói, que se molda com o passar do tempo. Tomo a relação com minha mulher como exemplo, pois nos conhecemos jovens (eu tinha 19 anos) e, desde então, vivemos juntos. Talvez por isso eu acredite em histórias de amor.


Então, caros leitores, enjoy it.  

Nada do que você pense que não possa ser pensado...

É essa a frase que se lê na capa do livro Os Beatles e a Filosofia, de Michael Baur e Steven Baur. Se você pensou que é mais uma biografia sobre os garotos de Liverpool, aí é que você se engana.

Comecemos pelos autores, Michael Baur é professor assistente de Filosofia na Fordham University e professor adjunto de Direito na Fordham Law School, em NY e Steven Baur é doutor em Musicologia pela UCLA, em Los Angeles, e lá também, é professor assistente atualmente. Muito bem. Esse livro faz parte da série coordenada por Willian Irwin, que une Filosofia aos mais diversos tipos de cultura atual, tais como Harry Potter, Hip Hop, Star Wars, Metallica, House, Super Heróis e até mesmo os Simpsons.

Tá, mas e o livro?

No livro, vinte estudiosos de Filosofia se reuniram para analisar o comportamento e o pensamento dos garotos, e para demonstrar pontos filosóficos presentes nas suas músicas. Quem gosta de Beatles já notou que cultura de consumo, de ceticismo, sociedade, política e espiritualidade são alguns dos temas que encontramos nas canções. Quando li a contra-capa do livro, um trecho me intrigou:

"Entenda um pouco mais sobre a relação de Paul com a Filosofia do Amor, os jogos de linguagem nas letras de John, a comparação entre as ideias de George e o Existencialismo e descubra porque nenhum outro artista influenciou tanto uma geração quanto os Quatro Garotos de Liverpool"

E esse mesmo trecho foi o que me levou a ler o livro. Claro que as palavras "filosofia" e "beatles" na estante da livraria me chamaram atenção, mas se fiquei com vontade de ler, foi por esse pedacinho.
No livro encontrei algumas músicas que eu até conhecia, mas não tinha prestado atenção nelas. De fato, como está no trecho acima, as músicas são relacionadas à pensamentos de nomes famosos como Platão, Hegel, Aristóteles, Marx, Sartre e até mesmo Freud, dentre outros. Eu não li muitos livros sobre Filosofia não, e posso afirmar que não é nada muito difícil de se compreender, você não precisa conhecer muito para poder entender o livro.

Agora você quer saber se o livro é bom, né?

Bom, se eu estou escrevendo, é porque eu gostei. As pessoas que eu conheço e que leram esse livro, gostaram. Segue abaixo dois links para compra do livro pela internet ( não consegui encontrá-lo em pdf )


http://www.madras.com.br/Default.aspx?cd_produto=1216

http://www.americanas.com.br/AcomProd/1472/2496872

Leia um pouco, coloque o disco na vitrola, deixe a música te fazer pensar :)

"Admire o que te faz pensar"

Nova Poética


Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito,
Saí um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:
É a vida
O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem maldade

Manuel Bandeira

Beirut, Capitu.

Quem assistiu a série Capitu, da Globo, deve ter gostado. Pra quem não viu, é uma microssérie que reproduz o livro Dom Casmurro, de Machado de Assis. Com um clima incrível, Capitu entrou para as favoritas da Marisa [e?]. A trilha sonora, muito bem escolhida, os ângulos de câmera, os roteiros, as cores, a fidelidade dos personagens, e de certa forma, também inovados. Durante a série, uma música grudou - Elephant Gun, de uma banda chamada Beirut.

Beirut nasceu em 2006 e está em atividade até agora. Formada por mais gente que o normal, a banda atualmente conta com Zach Condon, Perri Cloutier, Hari Ziznewski, Jason Poranski, Nick Petree, Kristin Ferebee, Paul Collins, Jon Natchez, Kelly Pratt, Tracy Pratt.

Estadunidenses do Novo Mexico, Beirut caracteriza-se por ukeleles, trompetes, acordeões, dentre outros instrumentos exóticos. Isso tudo dá uma mistura de folk americano com folk europeu, fazendo bem o estilo de trilha sonora nostálgica como... a de Capitu.


Recomendo os dois
Comecem pelas faixas Elephant Gun , Nantes e Postcards From Italy.

Se gostarem, os álbuns inteiros:

Gulag Orkestar  e The Flying Club Cup 


Enjoy :)